setembro 05, 2008

GERAÇÃO DE SONHO ...



Afinal o que vêem os meus olhos? Os meus amigos andaram perto nas suas opiniões.

Vou transcrever ,com as devidas adaptações, o que todos escreveram.

"Quando os teus (meus) olhos brilham na escuridão, a beleza aparece em doce navegar e a Luz em teu (meu) coração e vives (vivo) Amor na palavra amar...
os teus(meus) olhos prenhes de luz, atravessam os teus (meus) sonhos rasos de breu, e encontrarás (encontrarei) a corda da felicidade, em ascensão etérea, no Everest . . .nos Himalaias . . ., e que o som do gonzos em conchinhas, te (me) acompanhem...
Será que os meus (teus) olhos pensarão no que há pra viver?
Haverá sempre uma réstia de luz presa nos sonhos...
Teus (meus) olhos fito florescentes , saindo centelhas para agarrar a presa.
Vejo nestes olhos....África...Terras quentes...Vivências de um passado... em cavalgada savana fora.
Hão- de pensar sou luz!!!!!!!Olhos enigmáticos. Não sei se nós, homens, conseguimos decifrar esse enigma que tanto atrai.
...Só você (eu) poderá(ei) descobrir! Apenas os teus (meus) olhos poderão decifrar a beleza que existe na Luz dos Teus (meus) Sonhos ... num lindo mar, que são os teus (meus) olhos...
Que os teus (meus) olhos não pensem e se deixem levar nas asas dos teus sonhos ! Olhos tão fascinantes assim, só podem pensar coisas que valham a pena...Que há sempre uma forma de iluminar o Caminho. O Sonho é livre... a Alma também..."

Apesar da escuridão existe um tempo que é só nosso (meu) em que o caminho passa por aqui... pela
"Geração do Amor (Bam, bam, baba bam, bam) (baba bam, bam, baba bam, babam......)

Da Jamaica para o mundo

É só amor

É só amor (Yeah!)

Por que deveriam as nossas crianças brincar nas ruas,corações quebrados e sonhos dissipados

Paz e amor a todos que você encontrar

Não se preocupe, poderia (poderá) ser tão doce

Apenas olhe para o arco-íris, você verá

O sol brilhará até a eternidade

Eu tenho tanto amor em meu coração

Ninguém pode acabar com isso (Yeah)

Sinta a geração do amor

Sim, sim, sim

Sinta a geração do amor

Vamos, vamos, vamos, vamos, (yeah ...assobiando.....)

Seja a geração do amor

Sim, sim, sim

Seja a geração do amor

OoohhhNão se preocupe com coisa alguma

Vai ficar tudo bem

Não se preocupe com coisa alguma ..."

In Love Generation - Bob Sinclair

Música Love Generation de Bob Sinclair

agosto 22, 2008

Presa na Luz dos meus Sonhos ... em que pensarão os meus Olhos no meio da Escuridão?
Música "Tibet" de Nawang Khechog

agosto 13, 2008

ALJUBARROTA


" ( ... ) No dia 14 de Agosto de 1385 , logo pela manhã, o exército de D. João I ocupa uma posição fortíssima no terreno, escolhido na véspera por Nuno Álvares Pereira. No final da manhã chegam os castelhanos, que circulam pela estrada romana. Evitam o choque com os portugueses, uma vez que isso implicaria a subida de um terreno em condições extremamente desfavoráveis. Preferem tornear a forte posição portuguesa pelo lado do mar, até estacionarem na ampla esplanada de Chão da Feira. O exército anglo-português move-se, então, uns dois quilómetros para Sul e inverte a sua posição de batalha para ficar de frente para o inimigo. Confiante na sua superioridade, a hoste castelhana admitia agora combater. Enquanto isso, o exército anglo-português tirava o máximo partido da sua nova posição no planalto de S. Jorge. A frente era bastante estreita e achava-se bordejada, a nascente e a poente, por duas linhas de água, que coincidiam com outros tantos barrancos. A espera permitira também efectuar, ou completar, uma série de fortificações acessórias, destinadas a reforçar a protecção dos flancos e a criar dificuldades ao avanço castelhano. Assim, rasgou-se fossos e cavou-se covas-de-lobo, que escavações recentes continuam a pôr a descoberto. Cortaram-se e empilharam-se troncos de árvores, formando-se com eles "abatizes". Depois, uma grande parte deste dispositivo de defesa foi disfarçada com ervas e ramagens. A hoste portuguesa desenhou, então, no terreno, uma espécie de quadrado. Tinha umas orelhas muito pronunciadas, devido ao avanço das alas de arqueiros e besteiros e incluía uma vanguarda desmontada de arqueiros e besteiros e incluía uma vanguarda desmontada de lanceiros chefiada por Nuno Álvares Pereira. Duzentos ou trezentos metros mais atrás, estava a retaguarda ou reserva, também ela apeada e comandada por D. João I. Ao fundo ficou estacionada a "carriagem", ou trem de apoio. Os flancos foram forrados com tropas de composição mista. A vanguarda castelhana, formada a uns 700 metros a Sul, incluía um grande número de "lanças" dispostas em várias fileiras. Em cada uma das alas havia centenas de cavaleiros. A retaguarda, ainda incompleta quando se iniciou o combate, reunia alguns milhares de "homens de armas", distribuídos por várias linhas. Passava das 18 horas quando se deu o assalto castelhano à posição portuguesa. Atacaram de forma impetuosa. Uma vez iniciada a batalha, é então possível referir os cinco principais momentos do combate:

1º - a impetuosa vanguarda do rei de Castela (na sua maior parte constituída por tropas auxiliares francesas, como claramente assegura Froissart) inicia o ataque provavelmente a cavalo, sendo rechaçada nas obras de fortificação antecipadamente preparadas pela hoste de D. João I, obras essas que constituíram uma surpresa absoluta para os seus arrogantes adversários. Para prosseguir o combate, os franceses são obrigados a desmontar (aqueles que o conseguem fazer) na frente do inimigo e, por isso, em posição absolutamente crítica.


2º - ao saber do desbarato da sua linha da frente, a 'batalha real' de D. Juan I decide avançar (com ou sem a presença do seu adoentado monarca), provavelmente também a cavalo. Ao aproximarem-se da posição portuguesa, apercebem-se de que - contrariamente ao que supunham - o combate está a ser travado a pé (ou tem de ser travado a pé, dadas as características do sistema de entrincheiramento defensivo gizado pela hoste anglo-portuguesa). Por isso, os cavaleiros castelhanos desmontam cedo e percorrem a pé o que lhes falta (escassas centenas de metros) até alcançarem os adversários. Ao mesmo tempo, cortam as suas compridas lanças, para melhor se movimentarem no corpo-a-corpo que se avizinha;

3º - entretanto, os homens de armas de D. Juan I vão sendo crivados de flechas e de virotões lançados pelos atiradores ingleses e portugueses, o que, juntamente com o progressivo estreitamento da frente de batalha (devido aos abatises, às covas de lobo e aos fossos) os entorpece, embaraça e torna "ficadiços" (no saboroso dizer de Fernão Lopes) e os aglutina de maneira informe na parte central do planalto; tais foram, porventura, os minutos mais decisivos da jornada;


4º - quanto às alas castelhanas, essas permanecem montadas, destinadas que estavam - como era tradicional na época - a ensaiar um envolvimento montado da posição anglo-portuguesa, coisa que, devido à estreiteza do planalto, apenas a ala direita (chefiada pelo Mestre de Alcántara ) terá conseguido, e mesmo assim numa fase já tardia da refrega;

5º - o pânico apodera-se do exército franco-castelhano, que se precipita numa fuga desorganizada. Segue-se uma curta, mas devastadora perseguição anglo-portuguesa, interrompida pelo cair da noite. Até à manhã do dia seguinte, milhares de castelhanos em fuga são chacinados por populares nas imediações do campo de batalha e nas aldeias vizinhas. Castela mergulhará num luto profundo até ao Natal de 1387.

Quando, dentro do quadrado português, a bandeira do monarca castelhano é derrubada, D. Juan de Castela põe-se em fuga, em cima de um cavalo, juntamente com algumas centenas de cavaleiros castelhanos. Percorre nessa noite perto de meia centena de quilómetros, até alcançar Santarém, exausto e desesperado. Embarca nessa mesma noite em direcção a Lisboa, aonde chega no dia seguinte, dia 15 de Agosto e é recolhido pela sua frota. A 17 de Agosto, parte por mar para Sevilha. O restante das forças franco-castelhanas saem de Portugal, parte passando por Santarém e depois por Badajoz e, outra parte, para Castela, através da Beira. No campo de batalha, as baixas portuguesas foram cerca de 1000 mortos, enquanto no exército castelhano se situaram em aproximadamente 4000 mortos e 5000 prisioneiros. Fora do campo da batalha, terão sido mortos nos dias seguintes pela população portuguesa, cerca de 5000 homens de armas, em fuga, do exército castelhano."




Que o Espírito de Aljubarrota perdure em cada um de nós como um Caminho de Possibilidade ... como um Caminho de Luta Diária ...
Música : Aljubarrota-Quinta do Bill

julho 12, 2008

COM OS VENTOS DA NÚBIA ...

" No ano de 730 a.C., um homem chamado Piye chegou à conclusão de que a única maneira de salvar o Egipto de si mesmo era invadi-lo. E muito sangue iria correr antes de chegar o momento da redenção.

- Preparem as melhores montarias de seus estábulos - ordenou ele aos seus comandantes.
A magnífica civilização que construíra as grandes pirâmides havia perdido o rumo, destroçada por medíocres chefes guerreiros.Durante duas décadas, Piye estivera à frente do próprio reino na Núbia, um trecho da África situado quase todo no actual Sudão. Mas ele intitulava-se como o verdadeiro Senhor do Egito, o legítimo herdeiro das tradições espirituais mantidas por faraós, como Ramsés II e Tutmés III. Como Piye provavelmente nunca tinha conhecido o Baixo Egpito, houve quem não levasse a sério as suas reivindicações. Agora, contudo, Piye iria testemunhar com os próprios olhos a submissão do Egipto decadente.As suas tropas seguiram para o norte, navegando pelo rio Nilo e desembarcaram em Tebas, capital do Alto Egipto. Convencido de que havia uma forma apropriada de travar guerras santas, Piye ordenou aos soldados que, antes do combate, se purificassem com um banho no Nilo, vestissem panos de qualidade e aspergissem sobre o corpo a água do templo em Karnak, um local santo para Amon, o deus solar com cabeça de carneiro, considerado por Piye como a sua divindade pessoal. Assim consagrados, o comandante e suas tropas passaram a enfrentar todos os exércitos que cruzavam pelo caminho.No fim de uma campanha de um ano, todos os chefes guerreiros do Egipto haviam capitulado - incluindo Tefnakht, o líder do delta, que enviou uma mensagem a Piye:

- Seja clemente! Não posso contemplar o teu semblante nos dias de vergonha nem me erguer diante da tua chama, pois temo a tua grandeza.
Em troca da própria vida, os derrotados conclamaram Piye a adorar nos seus templos, a ficar com as suas jóias mais refulgentes e a apoderar-se dos seus bons cavalos. O conquistador não se fez de rogado.
Assim diante de seus vassalos que tremiam de medo, o recém-sagrado Senhor das Duas Terras fez algo de extraordinário: após embarcar seu exército e seu butim, içou velas rumo ao sul, navegou de volta para casa, na Núbia, e jamais voltou ao Egipto.Em 715 a.C., quando Piye morreu, encerrando um reinado de 35 anos, os seus súditos atenderam ao seu desejo e enterraram-no numa pirâmide de estilo egípcio, juntamente com quatro dos seus cavalos.
Como era Pye?
As imagens do faraó nas estelas, e que registaram a sua conquista do Egipto, foram apagadas há muito tempo. Num relevo no templo da capital núbia de Napata, restaram apenas as pernas de Piye. Só há certeza de um único detalhe físico do faraó: a cor de sua pele, que era negra.Piye foi o primeiro dos chamados "faraós negros" - uma série de soberanos núbios que reinaram sobre todo o Egito durante três quartos de século, constituindo a 25a dinastia.
Graças a inscrições entalhadas em estelas tanto pelos núbios como pelos seus inimigos, podemos ter idéia da grande área do continente controlada por esses governantes. Os faraós negros reunificaram um Egipto fragmentado e coroara a sua paisagem com monumentos grandiosos, criando um império que se estendia desde Cartum, seguindo em direcção a norte, até ao Mediterrâneo. Eram muito poderosos e podiam enfrentar os assírios, e talvez com isso tenham salvo a cidade de Jerusalém.Nas últimas quatro décadas, os arqueólogos começando a recuperar a história desse reino e aceitaram que os faraós negros tinham surgido de uma grande civilização africana que florescera nas margens meridionais do Nilo durante 2,5 mil anos, remontando à primeira dinastia egípcia."

Música: Alto Egipto-ritmo prinicipal- Música Núbia