setembro 05, 2010

UNIÃO

Hoje encontrei umas imagens muito ternurentas e alguns pensamentos, que aqui partilho. Afinal é possível..."Sede estritamente Unidos no mesmo espírito e no mesmo modo de pensar"
In Coríntios-textos bíblicos
"Amai a União e fugi das discórdias"
In Santo Inácio de Antioquia
"Oh, a serena harmonia que emana das coisas feitas para se Unirem"
In Confúcio
"A força Unida é mais forte"
In Francis Bacon
Música-why can,t we live togther-Sade Adu

agosto 20, 2010

AMOR!

Hoje falaremos de Amor., esse vinculo emocional que sempre deu que falar, desde os tempos mais remotos... Escolhi dois textos que acho muito interessantes e que servirão para os meus queridos amigos reflectirem e deixarem as suas sempre tão bem vindas opiniões.

"O amor ,enquanto afeição humana, é o amor que deseja o bem, possui uma disposição amigável,promove a felicidade dos demais e alegra-se com ela.Mas é patente que aqueles que possuem uma inclinação meramente sexual não amam a pessoa por nenhum dos motivos ligados à verdadeira afeição e não se preocupam com a sua felicidade, mas podem até mesmo levá-la à maior infelicidade simplesmente visando satisfazer a sua própria inclinação e apetite.O amor sexual faz da pessoa amada um objecto do apetite; tão logo foi possuída e o apetite saciado, ela é descartada "tal como um limão sugado".

Emmanuel Kant, in "Lições de Ética"

"Quando um homem, quer tenda para os rapazes ou para mulheres, encontra aquele mesmo que é a sua metade, é um prodígio como os transportes de ternura, confiança e amor os tomam. Eles não desejariam mais separar-se, nem por um só instante. E pensar que há pessoas que passam a vida toda juntas, sem poder dizer, diga-se de passagem, o que uma espera da outra; pois não parece que seja o prazer dos sentidos que lhes faça encontar tanto encanto na companhia uma da outra.É evidente que a alma de ambas deseja outra coisa, que não pode dizer, mas que adivinha e deixa adivinhar..."

Platão, in "O Banquete"

agosto 01, 2010

MAR DE SONHO


O Homem e o Mar


"Homem livre o oceano é um espelho fulgente
Que tu hás-de amar.No seu dorso agitado
Como em puro cristal contemplas ,retratado
Teu íntimo sentir, teu coracão ardente


Gostas de te banhar na tua própria imagem
Dás-lhe beijo até, e, às vezes, teus gemidos
Nem sentes, ao escutar os gritos doloridos
As queixas que ele diz em mística linguagem


Vós sois ...discretos tenebrosos
Homem, ninguém sondou teus negros paroxismos
Ó mar, ninguém conhece teus fundos abismos
Os segredos guardais, avaros , receosos


E há séculos mil, séculos inumeráveis
Que os dois vos combateis numa luta selvagem
De tal modo gostais numa luta selvagem
Eternos lutadores, ó irmãos implacáveis"


Charles Baudelaire, in " As Flores do Mal"
Música The Big Blue
Desejo a todos os meus queridos amigos boas férias.Voltarei no dia 16 de Agosto e responderei a todos os comentários e visitar-vos-ei.
Um beijinho doce.Levo-vos no meu coração:))

julho 18, 2010

AMOR DE SONHO

Em tempos que já lá vão, Al Raman,descendente do Romano,por via materna e de um muçulmano,por via paterna,habitava uma propriedade, a qual confinava com o rio Guadiana, na região de Alcoutim, embelezada por um pomar cheio de laranjeiras,limoeiros,algumas alfarrobeiras e amendoeiras.Tinha um grande apreço por tudo aquilo que cultivava, utilizando as técnicas que seus antepassados trouxeram para a Península Ibérica. Adorava cavalos, possuindo alguns para criação que, posteriormente, negociava na feira de Mértola, juntamente com os produtos agrícolas que a mãe terra lhe presenteava, entre outros artefactos.
Foi aqui, que um dia, os seus olhos poisaram na bela Ba, filha que Almeidin, um mineiro de Aljustrel, que extraía das minas, as mais belas pirites, tão luminosas como os olhos de sua filha. No final do dia Al Raman regressou ao seu lar, descendo o rio num barco que pertencia a mercadores descendentes de Cartagineses e, desde aí, a imagem de Ba, atormentava-lhe o coração.
Um dia, decidiu ir a Aljustrel, cruzando as planícies com o seu cavalo branco, um puro sangue árabe, que lhe tinha sido oferecido por seu avô, quando tinha atingido a maioridade. Como povoação pequena que era, logo encontrou os Almeidin, sendo muito bem recebido pelo irmão de Ba, um artesão conceituado, convidando-o a pernoitar em sua casa. Aqui, durante o serão, enquanto jogavam xadrez e se deliciavam com chá de menta, Al Raman confessou o seu amor por Ba, pedindo-a em casamento. Depois de tudo acordado e feito a cerimónia, onde esteve presente toda a comunidade, o jovem casal feliz,regressou às margens do Guadiana.
Al Raman embelezou a casa, caiando-a de um branco imaculado, para que Ba se sentisse confortável e esta decorou-a com belas almofadas cravejadas de cintilantes predras e tapeçarias diversas, feitas por si, ofício que tinha aprendido com a sua avó, desde menina. Al Raman mimava-a com intenso carinho e sabedoria...

Um dia, tive a oportunidade de visitar o local. Fui ao que restava do pressuposto pomar, beijado pelas águas cristalinas do Guadiana, deitei-me sobre uma rocha semi-inclinada, que me dava uma panorâmica do céu estrelado e do luar que repousava nas águas do poço. Adormeci e levantei-me, reparando que o meu corpo repousava sobre a rocha e ,à minha frente ,presenciava dois vultos envoltos em luz. Aproximando-me, reparei que era um casal que aninhava as suas mãos um no outro e sorriam.Perguntei quem eram... sorriram e apontaram para os seus corações. Tudo se desvaneceu ao acordar,mas ainda conseguia sentir a brisa fresca do rio que cintilava na minha face ,ao som do alaúde que Ba Almeidim, adorava tocar, enquanto declamava ao seu jovem esposo, poemas se amor tecidos por si ...

O Poema de Ba aqui-http://amagiaeofogo.blogspot.com/
Música-Nancy Ajram-Lawn Ayounak