julho 14, 2016

ESPIRITUALIDADE

Já ouvi algumas vezes a frase, “somos seres espirituais vivendo uma experiência humana…”e a cada dia que passa, a vida dá-me mais certeza disso.
Estamos muito iludidos na vida material,quando buscamos alcançar sucesso na esfera profissional, amorosa, acadêmica …e esquecemo-nos completamente que, a maior prioridade da nossa vida,a que traz a verdadeira satisfação é o preenchimento do espírito para encontrarmos paz. Falamos muito sobre espiritualidade, especulamos, discutimos, conversamos,lemos, sempre na esfera teórica, o que é um grande complemento.Mas espiritualidade é prática e fora dela não é possível experimentar as suas sutilezas, a sua beleza,a gratidão, o amor… Vida espiritual pressupõe esforço, ação, força de vontade…
Muitas vezes somos SABOTADOS pela nossa mente, pelo cansaço físico e adiamos aquilo que foi o propósito de termos nascido neste belo planeta. Precisamos de correr atrás da nossa qualidade de vida, porque somente ela irá ceder o tempo necessário, o vigor do corpo e energia para que a prática tenha o seu espaço.
Espiritualidade prática é acordar mais cedo e meditar, é ser amoroso com as pessoas, ser pacífico, abrir mão de condicionamentos passados, é ter paciência, é ajudar (ajudar na prática, procurarmos estratégias de cariz positivo). Temos que ser compreensivos, equânimes e compartilhar a nossa bem-aventurança com quem precisa e ajudar as pessoas ao nosso redor a se livrarem da animosidade, da raiva, do ódio, das falsas crenças…Por onde nós passarmos, que a nossa presença encha o ambiente de paz, consciência e amor.Mas para podermos partilhar isso precisamos primeiro sentir essa busca pulsar dentro de nós, conetarmo-nos com o Criador e as boas vibrações do Universo, fazer uma limpeza mental e colocarmos a nossa espiritualidade em prática. Do que valem as palavras bonitas e frases cheia de adornos e irmos a encontros espirituais, se o nosso coração e a nossa consciência ainda continuam poluídos?Há que fazer uma busca interior daquilo que está mal e nos faz sofrer,ou seja, vermos as emoções, pensamentos negativos e falsos padrões de comportamento e enterrarmos isso tudo.
É difícil? É sim! Mas não é impossível.Só precisamos de ter vontade,ter boas intenções aliadas a boas emoções, força, coragem e olharmos para dentro de nós.Depois há que fazer alguns exercícios (yoga, reiki, meditação…), pegar no barco e manobrá-lo com alguma mestria.
Não esquecer o AMOR, (Amor Universal) peça fundamental neste processo de autodescoberta.
Escolhi o tema” Sacral Nirvana”,pois religa-me ao Criador e esse imenso Universo.Um voo misterioso….
“Nascido para ser livre
Ame,
Terra de mosteiros
Terra livre sob o céu
Ame,
No entendimento universal
Não há limitações!
* A canção Sacral Nirvana Faz Parte do Álbum "Circles of  Life.”

Beijinho doceJ

junho 30, 2016

TOLERÂNCIA E DIÁLOGO

“A Tolerância é um Atributo dos Fortes
A emoção é um campo de energia em contínuo estado de transformação. Produzimos centenas de emoções diárias. Elas organizam-se, desorganizam-se e reorganizam-se num processo contínuo e inevitável. O ideal seria que o círculo de transformação da emoção seguisse uma trajetória prazerosa, ou seja, que um sentimento de alegria se transformasse num sentimento de paz, que se transformasse numa reação de amor, que se transformasse numa experiência contemplativa. Mas, na realidade, o que ocorre na vida de cada ser humano é que a alegria se converte em ansiedade, o prazer em irritabilidade, enfim, as emoções alternam-se. Não é possível para a natureza humana ter uma emoção continuamente prazerosa. Não existe, como muitos psicólogos pensam, equilíbrio emocional. A emoção passa por inevitáveis ciclos diários. No entanto, a emoção é mais saudável quanto mais estável ela for e quanto mais perdurarem os sentimentos que alimentam o prazer e a serenidade.
A tolerância é um atributo dos fortes e não dos fracos. A tolerância produz profunda estabilidade no campo da energia emocional. Só se constrói a tolerância quando se constrói primeiro a capacidade de compreender as limitações dos outros. Quanto mais uma pessoa for intolerante, mais será invadida pelos comportamentos dos outros, mais instável e angustiada será. O mesmo princípio ocorre com a capacidade de perdoar. Perdoar não é sinal de fraqueza, mas de grandeza. Só os fortes perdoam, só eles conseguem ver o que está por detrás dos comportamentos dos outros. A arte do perdão protege a emoção. A capacidade de perdoar e de ser tolerante depende de um treino. “
Augusto Cury, in 'Treinar as Emoções Para Ser Feliz' ( Citador)
Interessante a imagem, pois define a tolerância na família. A palavra diálogo surge várias vezes.
Porque será?
Hoje pouco ou nada se dialoga.Todos querem ter razão.Ninguém ouve ninguém.Não se chegam a conclusões e muito menos a estratégias construtivas para a vida.Afundamo-nos cada vez mais, cada vez mais....
Tolerância, uma palavra que embeleza e que está camuflada pela falsidade e velhos padrões de comportamentos e atitudes.

Beijinho doce

junho 17, 2016

"NUNCA APRENDI A EXISTIR"


"Tenho as opiniões desmentidas, as crenças mais diversas - É que nunca penso nem falo nem ajo... Pensa, fala, age por mim sempre um sonho qualquer meu em que me encarno no momento.
Vem a fala e falo-eu-outro. De meu, só sinto uma incapacidade enorme, um vácuo imenso, uma incompetência ante tudo o que é a vida. Não sei os gestos a acto nenhum real.
Nunca aprendi a existir."


Fernando Pessoa, 'Inédito in citador

maio 21, 2016

SERRA DE SONHO



“Num estudo original que liga astronomia, arqueologia e antropologia, o investigador português Fábio Silva apresenta uma teoria sobre a origem do nome da Serra da Estrela. O artigo publicado no «Papers from the Institute of Archaeology» sugere que a estrela que dá nome à serra seria a Aldebaran, a mais brilhante da constelação de Touro.(…)Um dos objectivos iniciais do trabalho era tentar descobrir se havia alguma componente astronómica associada ao propósito dos dólmens. Foi nesse contexto que o investigador se apercebeu do padrão que fazia “todo o sentido”. As comunidades que construíram os dólmens na zona da plataforma do Mondego habitariam as zonas entre o vale dos rios no tempo frio; no Verão subiriam a Serra da Estrela com o gado – ovelhas e cabras – para passarem a época quente nos prados altos. A Serra da Estrela teria, assim, uma importância elevada para estas culturas.(…)A procura de elementos astronómicos fez o investigador ir mais longe. Os dólmens apontam todos para a serra em geral, mas há uma zona em particular que é possível ver de todos eles, o que não acontece com o pico, por exemplo. “Se alguma coisa de interessante do ponto de vista astronómico se passasse, seria ali”, afirma.(…)Podia, explica, “ser o Sol a nascer em meados de Fevereiro ou a a Lua algures no Inverno”. Mas hipótese da estrela, nomeadamente a mais brilhante de todas – a Aldebaran – pareceu-lhe mais viável “porque teria o seu primeiro nascimento antes do nascer do Sol em fins de Abril”, quando o tempo fica mais ameno, o que indicaria a altura certa para o início da transumância para o cimo da serra.(…)Uma das poucas pinturas nas paredes dos dólmens que sobreviveu ao tempo, precisamente num dólmen no Carregal do Sal, é composta por cinco traços vermelhos, que parecem representar o Sol. “Poderia ser igualmente a Aldebaran, que é vermelha e muito brilhante”, considera. Devido ao movimento de precessão axial, a estrela deixou de nascer no alinhamento dos corredores megalíticos em 3 mil a.C., sendo que os dólmens tinham deixado de ser utilizados 100 ou 200 anos antes. (…)”
Beijinho doce