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maio 05, 2017

"CRUELDADE E SOFRIMENTO"

“A crueldade é constitutiva do universo, é o preço a pagar pela grande solidariedade da biosfera, é ineliminável da vida humana. Nascemos na crueldade do mundo e da vida, a que acrescentámos a crueldade do ser humano e a crueldade da sociedade humana. Os recém-nascidos nascem com gritos de dor. Os animais dotados de sistemas nervosos sofrem, talvez os vegetais também, mas foram os humanos que adquiriram as maiores aptidões para o sofrimento ao adquirirem as maiores aptidões para a fruição. A crueldade do mundo é sentida mais vivamente e mais violentamente pelas criaturas de carne, alma e espírito, que podem sofrer ao mesmo tempo com o sofrimento carnal, com o sofrimento da alma e com o sofrimento do espírito, e que, pelo espírito, podem conceber a crueldade do mundo e horrorizar-se com ela.
A crueldade entre homens, indivíduos, grupos, etnias, religiões, raças é aterradora. O ser humano contém em si um ruído de monstros que liberta em todas as ocasiões favoráveis. O ódio desencadeia-se por um pequeno nada, por um esquecimento, pela sorte de outrem, por um favor que se julga perdido. O ódio abstracto por uma ideia ou uma religião transforma-se em ódio concreto por um indivíduo ou um grupo; o ódio demente desencadeia-se por um erro de percepção ou de interpretação. O egoísmo, o desprezo, a indiferença, a desatenção agravam por todo o lado e sem tréguas a crueldade do mundo humano. E no subsolo das sociedades civilizadas torturam-se animais para o matadouro ou a experimentação. Por saturação, o excesso de crueldade alimenta a indiferença e a desatenção, e de resto ninguém poderia suportar a vida se não conservasse em si um calo de indiferença. “

Edgar Morin, in 'Os Meus Demónios'
Em que mundo vivemos? Para onde vamos? E quando crianças são crueis? O que fazer?

Estou desolada … pois tive conhecimento!

fevereiro 25, 2017

SANTA GUERREIRA

“Joana D'Arc (1412-1431) foi heroína francesa da Guerra dos Cem Anos, travada entre a França e a Inglaterra… Joana D'Arc nasceu no vilarejo de Domrémy, França, no dia 6 de janeiro de 1412. Filha de Jacques d'Arc e Isabelle Romée, teve três irmãos e uma irmã. Ajudava o pai no trabalho na terra e na criação de carneiros. Não aprendeu a ler nem escrever. Joana foi criada seguindo os princípios da fé católica e com 12 anos de idade, afirmava que o o arcanjo São Miguel, Santa Catarina e Santa Margarida, apareceram numa grande luz e ordenaram-na a procurar o príncipe Carlos VII e libertar a cidade de Orléans, que estava em poder dos ingleses, e coroar Carlos VII o soberano da França.
Em 1337 o rei Eduardo III (1327-1377) da Inglaterra, desembarca na França com mais de 20 mil homens. É o início da Guerra dos Cem Anos. Não se tratava de uma guerra entre dois povos constituídos em nações diferentes, pois muitos ingleses eram normandos, ou seja, franceses que chegaram à Inglaterra com Guilherme o conquistador; por outro lado, muitos franceses eram bretões, ou seja, ingleses que habitavam há muito tempo o norte da França.
Em 1415, os ingleses obtiveram, através de um tratado, metade do território francês, passando ao domínio do rei Henrique V (1414-1422). A outra metade francesa ficaria sob o domínio de Carlos VI. Com a morte de Carlos VI, foi coroado o filho de Henrique V para sucede-lo, para os franceses o rei deveria ser Carlos VII. As visões de Joana D’Arc ordenavam-lhe salvar a França e coroar o rei.
Com dezessete anos, Joana resolve pedir uma escolta para acompanhá-la até o príncipe. Viajou dez dias e dez noites e chegou ao Castelo na cidade de Chinon. Interrogada por bispos e cardeais acaba por convencer a todos. Joana ganha confiança de Carlos VII, que depressa entrega-lhe o título de chefe de guerra. Logo, Joana parte liderando a tropa e durante três dias, com violentas investidas consegue vencer os inimigos, que batem em retirada. Estava libertada a cidade de Orléans.
Outra cidade importante Reims, também voltou ao poder dos franceses. Carlos VII, agora reconhecido legítimo rei da França foi coroado e consagrado em 17 de julho de 1429, na Catedral de Reims. Diante disso reacenderam as esperanças dos franceses de libertar o país.
Na primavera de 1430, Joana retoma a campanha militar e tenta libertar a cidade de Compiègne, dominada pelos borgonheses, aliados dos ingleses. É presa em 23 de maio do mesmo ano e entregue aos ingleses cujo objetivo era que ela fosse julgada pela Santa Inquisição, o mais elevado tribunal da Igreja na França. O tribunal reuniu-se pela primeira vez em fevereiro de 1431, com a presença do Bispo, um partidário do Duque de Borgonha, aliado à Inglaterra. Seu julgamento foi uma verdadeira tortura, acusada de herege e feiticeira, depois de meses de julgamento é queimada viva, no dia 30 de maio de 1431.
Depois de 25 anos a Igreja reabre seu processo e Joana d'Arc é reabilitada de todas as acusações, torna-se a primeira heroína da nação francesa. No dia 16 de maio de 1920, 500 anos depois, o papa Bento XV a proclama santa.

Hoje, Joana D'Arc é a Santa Padroeira da França.”

O que fez o rei de França para a salvar? Rei retido pelo poder da igreja naqueles tempos? Acobardou-se?
A igreja redimiu-se e canonizou-a Santa...Para mim, Santa Guerreira Joana...
Uma pastora com conhecimentos e táticas de batalhas? Tal como Viriato, que era um pastor?
Ai História...tens que ser reescrita não?

Ver vídeo com mensagem maravilhosa!

Beijinho doce:)

julho 14, 2016

ESPIRITUALIDADE

Já ouvi algumas vezes a frase, “somos seres espirituais vivendo uma experiência humana…”e a cada dia que passa, a vida dá-me mais certeza disso.
Estamos muito iludidos na vida material,quando buscamos alcançar sucesso na esfera profissional, amorosa, acadêmica …e esquecemo-nos completamente que, a maior prioridade da nossa vida,a que traz a verdadeira satisfação é o preenchimento do espírito para encontrarmos paz. Falamos muito sobre espiritualidade, especulamos, discutimos, conversamos,lemos, sempre na esfera teórica, o que é um grande complemento.Mas espiritualidade é prática e fora dela não é possível experimentar as suas sutilezas, a sua beleza,a gratidão, o amor… Vida espiritual pressupõe esforço, ação, força de vontade…
Muitas vezes somos SABOTADOS pela nossa mente, pelo cansaço físico e adiamos aquilo que foi o propósito de termos nascido neste belo planeta. Precisamos de correr atrás da nossa qualidade de vida, porque somente ela irá ceder o tempo necessário, o vigor do corpo e energia para que a prática tenha o seu espaço.
Espiritualidade prática é acordar mais cedo e meditar, é ser amoroso com as pessoas, ser pacífico, abrir mão de condicionamentos passados, é ter paciência, é ajudar (ajudar na prática, procurarmos estratégias de cariz positivo). Temos que ser compreensivos, equânimes e compartilhar a nossa bem-aventurança com quem precisa e ajudar as pessoas ao nosso redor a se livrarem da animosidade, da raiva, do ódio, das falsas crenças…Por onde nós passarmos, que a nossa presença encha o ambiente de paz, consciência e amor.Mas para podermos partilhar isso precisamos primeiro sentir essa busca pulsar dentro de nós, conetarmo-nos com o Criador e as boas vibrações do Universo, fazer uma limpeza mental e colocarmos a nossa espiritualidade em prática. Do que valem as palavras bonitas e frases cheia de adornos e irmos a encontros espirituais, se o nosso coração e a nossa consciência ainda continuam poluídos?Há que fazer uma busca interior daquilo que está mal e nos faz sofrer,ou seja, vermos as emoções, pensamentos negativos e falsos padrões de comportamento e enterrarmos isso tudo.
É difícil? É sim! Mas não é impossível.Só precisamos de ter vontade,ter boas intenções aliadas a boas emoções, força, coragem e olharmos para dentro de nós.Depois há que fazer alguns exercícios (yoga, reiki, meditação…), pegar no barco e manobrá-lo com alguma mestria.
Não esquecer o AMOR, (Amor Universal) peça fundamental neste processo de autodescoberta.
Escolhi o tema” Sacral Nirvana”,pois religa-me ao Criador e esse imenso Universo.Um voo misterioso….
“Nascido para ser livre
Ame,
Terra de mosteiros
Terra livre sob o céu
Ame,
No entendimento universal
Não há limitações!
* A canção Sacral Nirvana Faz Parte do Álbum "Circles of  Life.”

Beijinho doceJ

outubro 13, 2012

CANÇÕES DA TERRA DISTANTE


               The  Songs  of  Distant  Earth”

Um álbum com belas melodias de Mike Olfield, o qual se baseou no livro de Arthur C. Clark, cujo argumento gira à volta da descoberta, por parte dos nossos cientistas, que o sol vai desintegrar-se até ao ano 3600 e, com a intensão de se evitar a destruição da Raça Humana, naves espaciais vão restabelecer a nossa semente num outro local do Cosmos.
Conseguirão tal proeza? Para isso basta ler o livro e ouvir o álbum ao mesmo tempo.
E como o Criador pintou um quadro infinito com as mais belas cores, sons ,luzes e seres…a TI te deixo estas palavras…

“Deus, Infinito Ser Deus, Infinito ser, nunca criado,
Sem princípio, nem fim, na Majestade
Que no trono da Eterna Divindade
Tens o Mundo num dedo dependurado:

Tu estavas em Ti, não foste nado,
O teu Ser era a tua Imensidade,
Tu tiveste por berço a Eternidade,
Tu, sem tempo, em Ti mesmo eras gerado!

Tu és um fogo que arde sem matéria,
Tu és perpétua luz, que não desmaia
Fulgindo, sem cessar, na sala etérea!

Tu és um mar de amor, que não tem praia,
Trovão assustador da esfera aérea,
Rei dum Reino Imortal, (que não tem raia)!...”

Francisco Joaquim Bingre, in 'Sonetos'( Citador)

Beijinho doce:)