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fevereiro 14, 2015

Rainha da dança...


Encontrei este texto, que acho o máximo e faço dele as minhas palavras.Para ti mulher, que vais crescendo…sorri, ri, dança …e envia-o a outras mulheres.Juntas teremos todo o poder!

“A mulher portuguesa não é só Fada do Lar, como Bruxa do Ar, Senhora do Mar e Menina Absolutamente Impossível de Domar. É melhor que o Homem Português(…) Trabalha mais, sabe mais, quer mais e pode mais. (…)O pior defeito do Homem português é achar-se melhor e mais capaz que a Mulher. A maior qualidade da Mulher Portuguesa é não ligar nada a essas crassas generalizações, sabendo perfeitamente que não é verdade. Eis a primeira grande diferença: o Português liga muito à dicotomia Homem/Mulher; a Portuguesa não. 
O Português diz «O Homem isto, enquanto a Mulher aquilo». A Portuguesa diz «Depende». A única distinção que faz a Mulher Portuguesa é dizer, regra geral, que gosta mais dos homens do que das mulheres. E, como gostos não se discutem, é essa a única generalização indiscutível. A Mulher Portuguesa é o oposto do que o Homem Português pensa. Também nesta frase se confirma a ideia de que o Homem pensa e a Mulher é, o Homem acha e a Mulher julga, o Homem racionaliza e a Mulher raciocina. E mais: mesmo esta distinção básica é feita porque este artigo não foi escrito por uma Mulher. Porque é que aquilo que o Homem pensa que a Mulher é, é o oposto daquilo que a Mulher é, se cada Homem conhece de perto pelo menos uma Mulher? Porque o Português, para mal dele, julga sempre que a Mulher «dele» é diferente de todas as outras mulheres (…)
(…) a Mulher Portuguesa é tudo menos «compreensiva». Ou por outra: compreende, compreende perfeitamente, mas não aceita. Se perdoa é porque começa a menosprezar, a perder as ilusões, e a paciência. Para ela, a reacção mais violenta não é a raiva nem o ódio – é a indiferença. Se não se vinga não é por ser «boazinha» – é porque acha que não vale a pena. A Mulher Portuguesa, sobretudo, atura o Homem. E o Homem, casca grossa, não compreende o vexame enorme que é ser aturado, juntamente com as crianças, o clima e os animais domésticos. Aturar alguém é o mesmo que dizer «coitadinho, ele não passa disto…» No fundo não é mais do que um acto de compaixão. A Mulher Portuguesa tem um bocado de pena dos Homens. E nisto, convenhamos, tem um bocado de razão. O que safa o Homem, para além da pena, é a Mulher achar-lhe uma certa graça. A Mulher não pensa que este achar-graça é uma expressão superior da sua sensibilidade – pelo contrário, diverte-se com a ideia de ser oriundo de uma baixeza instintiva e pré-civilizacional, mas engraçada. Considera que aquilo que a leva a gostar de um Homem é uma fraqueza, um fenómeno puramente neuro-vegetativo ou para-simpático – enfim, pulsões alegres ou tristemente irresistíveis, sem qualquer valor. E chegamos a outra característica importante. É que a Mulher Portuguesa, se pudesse cingir-se ao domínio da sua inteligência e mais pura vontade, nunca se meteria com Homem nenhum. Para quê? Se já sabe o que o Homem é?(…) No fundo encara-os como um fumador inveterado encara os cigarros: «Eu não devia, mas.. » E, como assim é, e não há nada a fazer, fuma-os alegremente com a atitude sã e filosófica do «Que se lixe». Homens, em contrapartida, não podiam ser mais dependentes. Esta dependência, este ar desastrado e carente que nos está na cara, também vai fomentando alguma compaixão da parte das mulheres. A Mulher Portuguesa também atura o Homem porque acha que «ele sozinho, coitado; não se governava». O ditado «Quem manda na casa é ela, quem manda nela sou eu» é uma expressão da vacuidade do machismo português. A Mulher governa realmente o que é preciso governar, enquanto o homem, por abstracção ou inutilidade, se contenta com a aparência idiota de «mandar» nela. Mas ninguém manda nela. Quando muito, ela deixa que ele retenha a impressão de mandar. Porque ele, coitado, liga muito a essas coisas. Porque ele vive atormentado pelo terror que seria os amigos verificarem que ele, na realidade, não só na rua como em casa não «manda» absolutamente nada. «Mandar» é como «enviar» – é preciso ter algo para mandar e algo ao qual mandar. Esses algos são as mulheres que fazem. O Homem é apenas alguém armado em carteiro. É o carteiro que está convencido que escreveu as cartas todas que diariamente entrega. A Mulher é a remetente e a destinatária que lhe alimenta essa ilusão, porque também não lhe faz diferença absolutamente nenhuma. Abre a porta de casa e diz «Muito obrigada». É quase uma questão de educação. A imagem da «Mulher Portuguesa» que os homens portugueses fabricaram é apenas uma imagem da mulher com a qual eles realmente seriam capazes de se sentirem superiores. Uma galinha. Que dizer de um homem que é domador de galinhas, porque os outros animais lhe metem medo? Na realidade, A Mulher Portuguesa é uma leoa que, por força das circunstâncias, sabe imitar a voz das galinhas, porque o rugir dela mete medo ao parceiro. Quando perdem a paciência, ou se cansam, cuidado. A Mulher portuguesa zangada não é o «Agarrem-me senão eu mato-o» dos homens: agarra mesmo, e mata mesmo. Se a Padeira de Aljubarrota fosse padeiro, é provável que se pusesse antes a envenenar os pães e ir servi-los aos castelhanos, em vez de sair porta fora com a pá na mão. 

Miguel Esteves Cardoso, in ' A Causa das Coisas '

Pois é…o texto não deixa de ser engraçado e com uma certa pimentinha…
Beijinho doce:)))))

agosto 28, 2014

DENUNCIA...

Cerca de 33% das mulheres europeias já sofreram violência física ou sexual. Apenas uma em cada três vítimas denunciaram as agressões. Estes são alguns dos dados revelados pelo mapa da violência de género, delineado por um estudo realizado na União Europeia e publicado este ano. Os dados são a expressão estatística de um problema denunciado pelo próprio estudo como um “vasto abuso dos direitos humanos que a União Europeia não pode ignorar”.Para trazer à luz a gravidade da situação, a Agência de Direitos Fundamentais da União Europeia (FRA) realizou uma pesquisa com 42 mil mulheres dos 28 países da União Europeia (UE). Um terço das europeias entre 18 e 74 anos (cerca de 62 milhões) já sofreu algum tipo de abuso físico, uma em cada dez já foi agredida sexualmente e, uma em cada 20, já foi violentada pelo menos uma vez na sua vida.Apesar desses dados assustadores, a FRA assinala que apenas 14% das mulheres que sofreram violência de género denunciaram as agressões sofridas à polícia. “Muitas mulheres não denunciam as suas experiências de abuso para as autoridades, assim a maior parte da violência cometida contra as mulheres segue desconhecida e, dessa maneira, os criminosos não são combatidos”, advertiu o diretor da FRA, Mortem Kjaerum, na sede em Viena, a capital da Áustria.(…)  Os casos vão desde empurrões ou socos, até queimaduras e estrangulamentos. Em cerca de 67% dos casos nos quais a agressão ocorreu fora do casal, o agressor era um homem. Índice que dispara para 97% quando o abuso é o sexual.Ainda que a violência e os abusos sejam físicos ou psicológicos, cometidos entre o casal ou no ambiente de trabalho, e caracterizem um problema em toda a UE, o informe indica grandes diferenças entre os países. A percentagem de mulheres que afirmam ter sido vítima de violência física ou sexual a partir dos 15 anos de idade por um parceiro, atual ou antigo, é de 52% na Dinamarca, de 47% na Finlândia e de 46% na Suécia. Holanda (45%), França (44%) e Reino Unido (44%) são os países onde um maior número de mulheres reconhece ter sido vítimas de violência. Polónia (19%), Áustria (20%), Croácia (21%), Chipre (22%) e Espanha (22%) são, ao contrário, os integrantes da UE com os menores índices.
Uma em cada cinco mulheres não sabe nem sequer aonde poderia se dirigir em busca de ajuda.A FRA enfoca não apenas a violência no âmbito familiar, mas insiste que o fenómeno é encontrado em “em todas as partes, todos os dias”. Assim, cerca de 45% das mulheres europeias afirmam ter sido objeto das formas mais duras de assédio sexual, como toques e apalpadas, brincadeiras ofensivas ou receberam algum material pornográfico. Mais de um terço das vítimas assegura ter sofrido essas agressões no ambiente de trabalho, por parte de seus chefes, colegas ou clientes. Quanto maior é a responsabilidade profissional e o grau de formação académica, também é maior o risco de ser objeto desse tipo de ofensa sexual, afirma a FRA.Neste panorama de violência, ninguém fica a salvo, nem sequer as grávidas. Cerca de 42% das mulheres que sofreram agressão por um conjugue, continuaram sofrendo maus-tratos durante o período em que esperavam um bebê.Cerca de 12% das meninas europeias já sofreram algum tipo de abuso sexual.(…)

Até quando este flagelo,mulheres? Denunciem e não tenham medo desses machistas sem escrúpulos e que só pensam em atingir os mais frágeis.Há mulheres que não deixam esses brutamontes,porque muitas vezes vêm com palavrinhas mansas” nunca mais faço…adoro-te…).Tudo mentira.TUDO!Coloquem a vossa auto estima bem cá em cima,ok? E sejam corajosas.Nada justifica uma agressão.Não se esqueçam que existe também, a agressão psicológica e os homens são peritos nesse tipo de agressão.

ESTÁ NA HORA! BASTA!

Linha de emegência de Apoio à vítima: 144


Beijinho doce