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maio 05, 2017

"CRUELDADE E SOFRIMENTO"

“A crueldade é constitutiva do universo, é o preço a pagar pela grande solidariedade da biosfera, é ineliminável da vida humana. Nascemos na crueldade do mundo e da vida, a que acrescentámos a crueldade do ser humano e a crueldade da sociedade humana. Os recém-nascidos nascem com gritos de dor. Os animais dotados de sistemas nervosos sofrem, talvez os vegetais também, mas foram os humanos que adquiriram as maiores aptidões para o sofrimento ao adquirirem as maiores aptidões para a fruição. A crueldade do mundo é sentida mais vivamente e mais violentamente pelas criaturas de carne, alma e espírito, que podem sofrer ao mesmo tempo com o sofrimento carnal, com o sofrimento da alma e com o sofrimento do espírito, e que, pelo espírito, podem conceber a crueldade do mundo e horrorizar-se com ela.
A crueldade entre homens, indivíduos, grupos, etnias, religiões, raças é aterradora. O ser humano contém em si um ruído de monstros que liberta em todas as ocasiões favoráveis. O ódio desencadeia-se por um pequeno nada, por um esquecimento, pela sorte de outrem, por um favor que se julga perdido. O ódio abstracto por uma ideia ou uma religião transforma-se em ódio concreto por um indivíduo ou um grupo; o ódio demente desencadeia-se por um erro de percepção ou de interpretação. O egoísmo, o desprezo, a indiferença, a desatenção agravam por todo o lado e sem tréguas a crueldade do mundo humano. E no subsolo das sociedades civilizadas torturam-se animais para o matadouro ou a experimentação. Por saturação, o excesso de crueldade alimenta a indiferença e a desatenção, e de resto ninguém poderia suportar a vida se não conservasse em si um calo de indiferença. “

Edgar Morin, in 'Os Meus Demónios'
Em que mundo vivemos? Para onde vamos? E quando crianças são crueis? O que fazer?

Estou desolada … pois tive conhecimento!

dezembro 20, 2014

CORAGEM

                   

 educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces" 
Aristóteles- in Citador

"A Coragem no Gesto de Viver
O solitário gesto de viver
não demanda a coragem que há na faca,
na ponta do punhal e até no grito
de quem fala mais alto e está coberto
de razões, de certezas, de verdades.
O gesto de viver se oculta em dobras
tão íntimas do ser, que o desfazê-las
é mais que indelicado, é violência
que nem sequer se pode conceber.
O gesto de viver é só coragem,
mas, de tal forma próprio e incomparável,
que não se exprime em verbo, imagem, mímica
ou qualquer outra forma conhecida
de contar, definir ou explicar.
A coragem no gesto de viver
está em coisas simples, por exemplo,
na diária decisão de levantar.
E mais, em se vestir e trabalhar
por entre espadas, punhos e navalhas,
peito aberto, sem armas, passo firme,
e à noite, ainda intacto, regressar."

Reynaldo Valinho Alvarez, in 'O Solitário Gesto de Viver' in Citador
Desejo a todos um feliz natal e que o ano novo seja repleto de muita saúde, paz, tranquilidade, amor e coragem...

Beijinho doce:)                Mais informações aqui :  Malala

agosto 28, 2014

DENUNCIA...

Cerca de 33% das mulheres europeias já sofreram violência física ou sexual. Apenas uma em cada três vítimas denunciaram as agressões. Estes são alguns dos dados revelados pelo mapa da violência de género, delineado por um estudo realizado na União Europeia e publicado este ano. Os dados são a expressão estatística de um problema denunciado pelo próprio estudo como um “vasto abuso dos direitos humanos que a União Europeia não pode ignorar”.Para trazer à luz a gravidade da situação, a Agência de Direitos Fundamentais da União Europeia (FRA) realizou uma pesquisa com 42 mil mulheres dos 28 países da União Europeia (UE). Um terço das europeias entre 18 e 74 anos (cerca de 62 milhões) já sofreu algum tipo de abuso físico, uma em cada dez já foi agredida sexualmente e, uma em cada 20, já foi violentada pelo menos uma vez na sua vida.Apesar desses dados assustadores, a FRA assinala que apenas 14% das mulheres que sofreram violência de género denunciaram as agressões sofridas à polícia. “Muitas mulheres não denunciam as suas experiências de abuso para as autoridades, assim a maior parte da violência cometida contra as mulheres segue desconhecida e, dessa maneira, os criminosos não são combatidos”, advertiu o diretor da FRA, Mortem Kjaerum, na sede em Viena, a capital da Áustria.(…)  Os casos vão desde empurrões ou socos, até queimaduras e estrangulamentos. Em cerca de 67% dos casos nos quais a agressão ocorreu fora do casal, o agressor era um homem. Índice que dispara para 97% quando o abuso é o sexual.Ainda que a violência e os abusos sejam físicos ou psicológicos, cometidos entre o casal ou no ambiente de trabalho, e caracterizem um problema em toda a UE, o informe indica grandes diferenças entre os países. A percentagem de mulheres que afirmam ter sido vítima de violência física ou sexual a partir dos 15 anos de idade por um parceiro, atual ou antigo, é de 52% na Dinamarca, de 47% na Finlândia e de 46% na Suécia. Holanda (45%), França (44%) e Reino Unido (44%) são os países onde um maior número de mulheres reconhece ter sido vítimas de violência. Polónia (19%), Áustria (20%), Croácia (21%), Chipre (22%) e Espanha (22%) são, ao contrário, os integrantes da UE com os menores índices.
Uma em cada cinco mulheres não sabe nem sequer aonde poderia se dirigir em busca de ajuda.A FRA enfoca não apenas a violência no âmbito familiar, mas insiste que o fenómeno é encontrado em “em todas as partes, todos os dias”. Assim, cerca de 45% das mulheres europeias afirmam ter sido objeto das formas mais duras de assédio sexual, como toques e apalpadas, brincadeiras ofensivas ou receberam algum material pornográfico. Mais de um terço das vítimas assegura ter sofrido essas agressões no ambiente de trabalho, por parte de seus chefes, colegas ou clientes. Quanto maior é a responsabilidade profissional e o grau de formação académica, também é maior o risco de ser objeto desse tipo de ofensa sexual, afirma a FRA.Neste panorama de violência, ninguém fica a salvo, nem sequer as grávidas. Cerca de 42% das mulheres que sofreram agressão por um conjugue, continuaram sofrendo maus-tratos durante o período em que esperavam um bebê.Cerca de 12% das meninas europeias já sofreram algum tipo de abuso sexual.(…)

Até quando este flagelo,mulheres? Denunciem e não tenham medo desses machistas sem escrúpulos e que só pensam em atingir os mais frágeis.Há mulheres que não deixam esses brutamontes,porque muitas vezes vêm com palavrinhas mansas” nunca mais faço…adoro-te…).Tudo mentira.TUDO!Coloquem a vossa auto estima bem cá em cima,ok? E sejam corajosas.Nada justifica uma agressão.Não se esqueçam que existe também, a agressão psicológica e os homens são peritos nesse tipo de agressão.

ESTÁ NA HORA! BASTA!

Linha de emegência de Apoio à vítima: 144


Beijinho doce