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agosto 03, 2016

E ASSIM FALOU...

“Nietzsche no livro "Assim falava Zaratustra" dá voz àquele que desejou existir: "o super-homem". O super-homem é precedido por Zaratustra e por todos os mortais. Nietzsche considera que “deus está morto", mas algo semelhante é capaz de ser criado. Essa criação fundar-se-ia no super-homem, onde um homem supremo viria revolucionar o mundo do comum dos mortais.Zaratustra, a personagem que precede o super-homem, vive numa caverna e dela, um dia, resolve sair. Após essa saída introduz aos homens, a si mesmo, e às coisas, um discurso superior que, além da super-crítica que faz acerca dos homens, também fala do outro (o super) que poderá existir.
Pouco fica por generalizar e comentar nos discursos de Zaratustra; evidencia a liberdade que os homens podem ter e não exercem apenas por medo; Assim, nos discursos, existe a revelação de que os homens não foram apenas a imagem histórica que as instituições procuraram transmitir. Os homens também foram um ser livre, ou tentaram…
Excerto
«O ideal na minha opinião seria olhar a vida sem qualquer desejo, e não deixando pender a lingua como um cão, seria ser feliz na contemplação, pura, estranho às contendas e à avidez do egoísmo, ser, dos pés à cabeça, frio e pardo como a cinza, mas com olhos embriagados e lunares. O que eu preferia, sugere a si próprio o espírito iludido, seria amar a terra com um amor lunar e só com os olhos aflorar a beleza. E aquilo a que eu chamaria o Imaculado Conhecimento de todas as coisas, seria nada pedir às coisas, antes apresentar-lhes um espelho de cem faces» Ó sentimentais hipócritas! Ó libidinosos! Falta-vos a inocência do desejo, e por isso chegásteis a caluniar o desejo. Em verdade, não é como criadores, como procriadores, como amigos do devir, que amais a terra. Onde reside a inocência? Onde há vontade de engendrar? E aquele que criar o que o ultrapassa é, a meus olhos, aquele cujo querer é mais puro. Onde reside a beleza? Onde todo o meu querer me obriga a a querer; onde quero amar e perecer para que uma determinada imagem se não mantenha unicamente uma imagem. Amar e perecer; há eternidades que as duas palavras vão juntas. Querer amar, é aceitar mesmo a morte. Eis o que tenho a dizer-vos, ó poltrões! E para cúmulo, eis que os vossos enviazados olhares de castrados pretendem ser «serenidade»! E ainda dizeis que deveria ser chamado «belo» o que se abandona ao aflorar dos olhos cobardes! Ó profanadores das palavras nobres! Mas o vosso castigo, espíritos imaculados, puros contempladores, é que jamais dareis à luz, por mais amplos, por mais maduros que vos mostreis no horizonte. Em verdade, tendes sempre na boca grandes frases; pretendeis fazer-nos acreditar que o vosso coração está cheio a transbordar, ó mentirosos! Quanto a mim, contento-me com palavras humildes, desprezadas, tortas; de boa vontade apanho o que cai da mesa dos vossos banquetes. Mas, mesmo com este pouco, ainda vos posso dizer a verdade hipócritas. Com as minhas espinhas, as minhas conchas e os meus espinhos, posso, ó hipócritas, picar-vos o nariz. Ao vosso redor, ao redor dos vossos banquetes, o ar está sempre empestado, pois os vossos pensamentos impuros, as vossas mentiras e os vossos mediocres mistérios contaminam a atmosfera. Ora ousai acreditar um pouco em vós próprios e no que tendes no ventre! Quem não acredita em si próprio, mente. A vossos próprios olhos, espíritos «puros», vos ocultais sob a máscara de um deus, e em vós se dissimula, sob a máscara de um deus, o mais horrível dos vermes. Em verdade, sois capazes de criar a ilusão, ó «contemplativos»! Também Zaratustra se deixou outrora iludir pelas vossas pelagens divinas; não adivinhava que horrível nó de víboras os habitava. Julguei ver, outrora, brincar nos vossos olhos uma alma divina, ó adeptos do conhecimento «puro». Nesse tempo, não conhecia a arte superior dos vossos artifícios. A distância escondia-me a imundície e o cheiro nauseabundo da serpente, e esse estratagema do lagarto que ali se introduzia em busca do prazer. Mas aproximei-me e fez-se luz, como agora se faz também para vós; e logo terminaram esses amores lunares. Vede o ar envergonhado e pálido que a lua toma perante a aurora! Pois eis a aurora que aparece já, ardente; vem cheia de amor pela terra. O amor do sol é sempre inocência e desejo criador. Olhai-o, acorrendo impaciente de além dos mares. Não sentis a sede e o hálito ardente do seu amor? Ele quer beber o mar e até aspirar toda a sua profundidade, e o desejo do mar segue para ele os seus milhares de seios. Quer ser beijado e aspirado pela sede do sol; quer tornar-se brisa e altura e caminho para a luz; e luz ele próprio. Em verdade é com um amor solar que amo a vida e todos os mares profundos.
E eis em que para mim consiste o Conhecimento: em aspirar tudo o que é profundo até à minha própria altura.”

In Citador

março 18, 2016

PLANOS

Vem Sonhar enviou por mail mais um dos seus sonhos que transcrevo :
“Estava num local que não sei descrever muito bem, que mais parecia uma sala.Havia uma luz ténue no centro , mas à volta estava escuro.Nessa sala e,no meu lado esquerdo, havia um grande painel de vidro ( penso eu) com infinitas linhas douradas paralelas, perpendiculares e que se cruzavam…um painel que parecia ter vida, porque a luz dourada deslizava vertiginosamente dentro de estreitos tubos. Senti a presença de alguém, conseguindo ver somente uma túnica esbranquiçada e nada mais. Essa personagem disse-me que tinha passado por vários planos até chegar cá e indicava-me o painel sempre que proferia algo. Tivemos uma grande conversa, mas não me lembro do conteúdo. Enquanto conversávamos dizia para mim “tenho que gravar estas palavras para não me esquecer”.Mas não me lembro… Senti um certo enfado por parte dessa personagem e,relativamente a mim ,alguma dúvida e uma certa impotência.”
Não sei Vem Sonhar! Tenho que pensar melhor no teu sonho.

Para descontrair  
http://chocalhando.blogspot.pt/

Beijinho doce:)

outubro 05, 2012

DIA DE PORTUGAL

Hoje comemoramos a Implantação da República e a queda da Monarquia. Mas é bom que se saiba que esta data é muito mais do que aquilo que representa, ou não fosse, precisamente, o dia em que se celebra VERDADEIRAMENTE PORTUGAL.

 E porquê? Porque Portugal nasce com o Tratado de Zamora, que foi o resultado da conferência de paz entre Afonso Henriques e o seu primo, rei Afonso VII de Castela e Leão, a 5 de Outubro de 1143, marcando a data da sua Independência,  em relação ao reino de Castela e Leão  e o início da dinastia Afonsina. Mas por que razões fizeram cair a Monarquia? Diz a história que tudo andava mal, que se gastava muito, etc…. e depois? Quando a República bateu à porta? São assim tantas as diferenças? Foi neste dia, 5 de Outubro de 1143, que D. Afonso Henriques se tornou no primeiro Rei de Portugal, ou seja, D. Afonso I de Portugal.
Estamos, novamente, a passar por uma crise com consequências muito más…
O que é feito do Nosso Portugal? SIM…Aquele que nos trouxe orgulho?
Fiquemos com um poema que nos retrata…

“Já Foste Rico e Forte e Soberano
Já foste rico e forte e soberano,
Já deste leis a mundos e nações,
Heróico Portugal, que o gram Camões
Cantou, como o não pôde um ser humano!

Zombando do furor do mar insano,
Os teus nautas, em fracos galeões,
Descobriram longínquas regiões,
Perdidas na amplidão do vasto oceano.

Hoje vejo-te triste e abatido,
E quem sabe se choras, ou então,
Relembras com saudade o tempo ido?

Mas a queda fatal não temas, não.
Porque o teu povo, outrora tão temido,
Ainda tem ardor no coração. “
     Saúl Dias, in "Dispersos (Primeiros Poemas)"-Citador

Mesmo assim, apesar do quadro ser cinzento e triste, lutemos com o exemplo da força dos nossos antepassados e dos seus feitos, porque somos um povo com Coração e muito observadores.
“Chegou a Hora! Vamos Cavaleiros! Sem egos, sem querer ser melhor ou maior, Apenas acordando e ficando de pé. A trombeta tocou! Vamos lá acordar! Acordar para nos olharmos ao espelho e vermo-nos como realmente somos. Trabalhar o nosso EU Interno, individualmente. Somos Lusos, Lusitanos, filhos da Luz!”

Hoje celebro, VERDADEIRAMENTE PORTUGAL!
Beijinho doce:)