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novembro 30, 2016

ERRO


O meu maior erro não foi aquilo que fiz
Mas aquilo que já devia ter feito e não fiz!


Música: Queen...vale a pena recordar!

agosto 11, 2016

INVEJA /EGOISMO

“A inveja é uma admiração que se dissimula. O admirador que sente a impossibilidade de ser feliz cedendo à sua admiração, toma o partido de invejar. Usa então duma linguagem diferente, segundo a qual o que no fundo admira deixa de ter importância, não é mais do que patetice insípida, extravagância. A admiração é um abandono de nós próprios penetrados de felicidade, a inveja, uma reivindicação infeliz do eu. “
Soren Kierkegaard, in "O Desespero Humano"( fonte: Citador)´
Quando era miúda diziam-me que a “preguiça era a mãe de todos os males”.

Hoje tenho a certeza que a inveja, a par com o egoísmo, são os grandes pais de todos os males.

Beijinho doce

agosto 03, 2016

E ASSIM FALOU...

“Nietzsche no livro "Assim falava Zaratustra" dá voz àquele que desejou existir: "o super-homem". O super-homem é precedido por Zaratustra e por todos os mortais. Nietzsche considera que “deus está morto", mas algo semelhante é capaz de ser criado. Essa criação fundar-se-ia no super-homem, onde um homem supremo viria revolucionar o mundo do comum dos mortais.Zaratustra, a personagem que precede o super-homem, vive numa caverna e dela, um dia, resolve sair. Após essa saída introduz aos homens, a si mesmo, e às coisas, um discurso superior que, além da super-crítica que faz acerca dos homens, também fala do outro (o super) que poderá existir.
Pouco fica por generalizar e comentar nos discursos de Zaratustra; evidencia a liberdade que os homens podem ter e não exercem apenas por medo; Assim, nos discursos, existe a revelação de que os homens não foram apenas a imagem histórica que as instituições procuraram transmitir. Os homens também foram um ser livre, ou tentaram…
Excerto
«O ideal na minha opinião seria olhar a vida sem qualquer desejo, e não deixando pender a lingua como um cão, seria ser feliz na contemplação, pura, estranho às contendas e à avidez do egoísmo, ser, dos pés à cabeça, frio e pardo como a cinza, mas com olhos embriagados e lunares. O que eu preferia, sugere a si próprio o espírito iludido, seria amar a terra com um amor lunar e só com os olhos aflorar a beleza. E aquilo a que eu chamaria o Imaculado Conhecimento de todas as coisas, seria nada pedir às coisas, antes apresentar-lhes um espelho de cem faces» Ó sentimentais hipócritas! Ó libidinosos! Falta-vos a inocência do desejo, e por isso chegásteis a caluniar o desejo. Em verdade, não é como criadores, como procriadores, como amigos do devir, que amais a terra. Onde reside a inocência? Onde há vontade de engendrar? E aquele que criar o que o ultrapassa é, a meus olhos, aquele cujo querer é mais puro. Onde reside a beleza? Onde todo o meu querer me obriga a a querer; onde quero amar e perecer para que uma determinada imagem se não mantenha unicamente uma imagem. Amar e perecer; há eternidades que as duas palavras vão juntas. Querer amar, é aceitar mesmo a morte. Eis o que tenho a dizer-vos, ó poltrões! E para cúmulo, eis que os vossos enviazados olhares de castrados pretendem ser «serenidade»! E ainda dizeis que deveria ser chamado «belo» o que se abandona ao aflorar dos olhos cobardes! Ó profanadores das palavras nobres! Mas o vosso castigo, espíritos imaculados, puros contempladores, é que jamais dareis à luz, por mais amplos, por mais maduros que vos mostreis no horizonte. Em verdade, tendes sempre na boca grandes frases; pretendeis fazer-nos acreditar que o vosso coração está cheio a transbordar, ó mentirosos! Quanto a mim, contento-me com palavras humildes, desprezadas, tortas; de boa vontade apanho o que cai da mesa dos vossos banquetes. Mas, mesmo com este pouco, ainda vos posso dizer a verdade hipócritas. Com as minhas espinhas, as minhas conchas e os meus espinhos, posso, ó hipócritas, picar-vos o nariz. Ao vosso redor, ao redor dos vossos banquetes, o ar está sempre empestado, pois os vossos pensamentos impuros, as vossas mentiras e os vossos mediocres mistérios contaminam a atmosfera. Ora ousai acreditar um pouco em vós próprios e no que tendes no ventre! Quem não acredita em si próprio, mente. A vossos próprios olhos, espíritos «puros», vos ocultais sob a máscara de um deus, e em vós se dissimula, sob a máscara de um deus, o mais horrível dos vermes. Em verdade, sois capazes de criar a ilusão, ó «contemplativos»! Também Zaratustra se deixou outrora iludir pelas vossas pelagens divinas; não adivinhava que horrível nó de víboras os habitava. Julguei ver, outrora, brincar nos vossos olhos uma alma divina, ó adeptos do conhecimento «puro». Nesse tempo, não conhecia a arte superior dos vossos artifícios. A distância escondia-me a imundície e o cheiro nauseabundo da serpente, e esse estratagema do lagarto que ali se introduzia em busca do prazer. Mas aproximei-me e fez-se luz, como agora se faz também para vós; e logo terminaram esses amores lunares. Vede o ar envergonhado e pálido que a lua toma perante a aurora! Pois eis a aurora que aparece já, ardente; vem cheia de amor pela terra. O amor do sol é sempre inocência e desejo criador. Olhai-o, acorrendo impaciente de além dos mares. Não sentis a sede e o hálito ardente do seu amor? Ele quer beber o mar e até aspirar toda a sua profundidade, e o desejo do mar segue para ele os seus milhares de seios. Quer ser beijado e aspirado pela sede do sol; quer tornar-se brisa e altura e caminho para a luz; e luz ele próprio. Em verdade é com um amor solar que amo a vida e todos os mares profundos.
E eis em que para mim consiste o Conhecimento: em aspirar tudo o que é profundo até à minha própria altura.”

In Citador

agosto 02, 2016

O PREÇO DA INDEPENDÊNCIA


"Ser independente é uma questão que diz respeito a uma muito restrita minoria: - é um privilégio dos fortes. Quem a tanto se abalançar, mas sem ter necessidade, ainda que tenha todo o direito a isso, prova desse modo que provavelmente não só é forte, mas também audacioso até à temeridade. Mete-se num labirinto, multiplica ao infinito os perigos inerentes à própria vida; e o menor desses perigos não está em que ninguém veja como e onde se perde, despedaçado na solidão por qualquer subterrâneo Minotauro da consciência. Supondo que um tal homem pereça, o facto estará tão distante do entendimento dos homens que estes não o sentem, nem o compreendem: - e ele já não pode regressar! Não pode sequer regressar à compaixão dos homens!"

Friedrich Nietzsche, in "Para Além de Bem e Mal"

outubro 05, 2015

O MEDO É COBARDE






















Sonhos são sonhos.Uns bons, outros maus,outros horríveis.Todos trazem-nos mensagens.
Era uma noite de verão estava num quarto,a dormir numa cama encostada à parede.O cenário mantinha-se e de repente um medo inexplicável apodera-se de mim pois senti-me assaltada no meu sossego.Algo deambulava lá fora...algo horrível que não consigo explicar.A casa estava rodeada de um jardim com grandes árvores.Lembro-me que havia canteiros, mas não sei que flores os ornamentavam.A certa altura senti socos que vinham debaixo da cama que faziam tremer o lado onde dormia.Acordei e reparei que esses impulsos eram cada vez maiores, ao ponto de dobrar a cama.Pedi socorro a quem estava ao meu lado, que por sinal não sei quem era.Mas nada... Levantei-me a tremer, quase pregada ao chão e suava imenso.Dirigi-me à janela para ver o que se passava e o medo pregava-me à parte lateral direita,como se fosse um quadro.Parei, respirei para me acalmar.Foi nesse instante que notei que a janela estava aberta e uma aragem refrescante sacudia suavemente as cortinas brancas.Havia luar e o céu tinha uma tonalidade azulada brilhante.Depois de me aclamar conversei comigo:
-Mas se a janela estava aberta, porque razão o "algo" não entrava por ali?Porque me atormentava daquela forma tão assustadora?
E a aragem passou a brisa e a calma temperava o ambiente. 
-Cobarde!-gritei eu-cobarde infame!

Conclui que o "algo" era o medo e compreendo porque o sentia.
Foi um dos piores sonhos que tive e senti que o medo é, decididamente, cobarde!

Beijinho doce

agosto 05, 2014

ALERTA ...

“Michael Joseph Jackson (Gary, 29 de agosto de 1958 — Los Angeles, 25 de junho de 2009) foi um famoso cantor, compositor, dançarino, produtor, empresário, arranjador vocal, filantrópico, pacifista e ativista americano. Segundo a revista Rolling Stone faturou em vida cerca de sete biliões de dólares, fazendo dele o artista mais rico de toda a história, e um ano após sua morte faturou cerca de um bilião de dólares.Começou a cantar e a dançar aos cinco anos de idade, iniciando-se na carreira profissional aos onze anos como vocalista dos Jackson 5; começou… uma carreira a solo em 1971, permanecendo como membro do grupo. Reconhecido nos anos seguintes como Rei da Pop (King Of Pop), cinco dos seus álbuns de estúdio tornaram-se os mais vendidos mundialmente de todos os tempos”…
Pessoalmente sempre gostei de Michael Jackson, pelo facto de ter músicas muito belas, com ritmo e letras que servem para despertarmos as nossas consciências.Penso que seria muito amado, mas extremamente invejado.Provavelmente as suas letras desagradavam a muita gente.Adoro esta, entre tantas e não me interessa que o cantor tenha tido as suas “paranoias”.Todos as temos, uns mais do que outros, mas TEMOS. É só deixar de olhar para o “rabo do nosso vizinho” e olharmos para o nosso, nem que seja por uns minutinhos.
Fica a obra…é o que interessa!!!!!
Canção da terra
“E quanto ao nascer do sol/E quanto à chuva/E quanto a todas as coisas/Que você disse que iríamos ganhar/E quanto aos campos de morte/Haverá um tempo…/E quando todas as coisas/Que você disse que eram seus e meus…/Você já parou para notar/Todo o sangue que nós derramamos antes?/Você já parou para notar?/Esta Terra está chorando, ela está chorando litorais/(…)O que nós temos feito para o mundo?/Olhe o que nós temos feito?/E quando toda a paz/Que você prometeu a seu único filho?/E quanto aos campos floridos?/Haverá um tempo…/E quando todos os sonhos/Que você disse que eram seus e meus/Você já parou para notar?/Todas as crianças mortas com a guerra?/Você já parou para notar?/Esta Terra está chorando(…)/(…)Eu costumava sonhar/Eu costumava olhar além das estrelas/Agora eu não sei onde estamos/Embora eu saiba que nós fomos longe/E quanto a ontem?/…/E quanto aos mares?/…/O céu está caindo/…/Eu não consigo nem respirar/E quanto à APATIA?/Eu preciso de você/E quanto ao valor da natureza?/É o ventre do nosso planeta/E quanto aos animais?/Transformamos reinos em poeira/…E quanto aos elefantes?/…Temos perdido sua confiança/…./E quanto ao choro das baleias?/…./Devastando os mares?/…/E quanto às florestas/Queimadas apesar dos nossos apelos?/…/E quanto à terra santa/…/Dilacerada por ganância?/…/E quanto ao homem comum?/…/Não podemos deixá-los livres/…/E quanto às crianças morrendo?/…/Não podemos ouvi-las chorar?/…/Onde foi que nós errámos?/Alguém me fale o porquê…/…/E quanto aos bebés?/…/E quanto aos dias?/…/E quanto a toda a sua alegria?/…/E quanto ao homem?/…/E quanto ao homem chorando?/…/E quanto a Abraão?/…/E quanto à morte novamente?
Não damos a mínima….”


Afinal em que ficamos? E quanto a todos nós???... 
Alguém comum se importa? Não.  Lêem os  jornais, opinam sem grande fundamento, os miúdos cada vez estão mais egoístas...os centros comerciais é que interessam fazem compras de ténis a 150 euros.É "fixe" ter telemóveis topo de gama e roupa de marca, "bué" de "amigos",ter um faceboock,ou outro, com futilidades e lamechices e pertencer à "tribo"...e tudo isto amparado por uma sociedade deprimente, sem cor e cheia de bolor...
Pelo menos eu tenho um blog... dou algumas pauladas...
Vão para o raio que vos partam, traidores do Planeta,deixem-nos em paz,vão para um asteróide, cavem um buraco e enfiem lá a vossa cabeça, mais os interesses...estamos fartos!!!!!!!!!!!!

Música-Earth Song-Micael Jackson

julho 24, 2014

SAGRADO E PROFANO



Areias movediças....


Península não chores

Levo um círio cintilante
Sento-me, imóvel e fumo em frente ao altar.Serei um anjo fumegante?
"Há em mim um profano desejo a crescer
Sinto a língua morta e o latim vai mudar

Os santos do altar devem tentar compreender
O que ela faz aqui fumando
Estará a meditar?!"
Ajoelha-te, benze-te, arrepende-te,mas não me esconjures
Que te atirem água fria,tudo bem
Mas não assaltes a caixa de esmolas

Que te atirem água benta...perfeito
Mas não queiras descer ao inferno de Dante

(...)
"Por parecer latina suponho que o nome dela
É Maria
É casta, eu sei, se é virgem ou não depende
Da nossa fantasia"
(...)
Conclusão: sou sagrada, mas também profana. Sou Maria,virgem(dia 18; mês nove)sou latina, fumo e vivo na minha "fantasia"...Quanto à meditação costumo fazê-la a fumar e com um copo de vinho tinto na mão, olhando o céu salpicado de infinitas estrelas,por onde divagam os meus pensamentos...se encontro respostas? Sim.
Se sou casta? Acho que sim.Se sou louca?Completamente...
Deus ama apaixonadamente os loucos, pois são eles que O ajudam a implementar o Plano Divino na Terra...
Se sou desequilibrada? De forma alguma!
Eu sei o que sou!...

Baseado na música: video Maria -GNR