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agosto 11, 2016

INVEJA /EGOISMO

“A inveja é uma admiração que se dissimula. O admirador que sente a impossibilidade de ser feliz cedendo à sua admiração, toma o partido de invejar. Usa então duma linguagem diferente, segundo a qual o que no fundo admira deixa de ter importância, não é mais do que patetice insípida, extravagância. A admiração é um abandono de nós próprios penetrados de felicidade, a inveja, uma reivindicação infeliz do eu. “
Soren Kierkegaard, in "O Desespero Humano"( fonte: Citador)´
Quando era miúda diziam-me que a “preguiça era a mãe de todos os males”.

Hoje tenho a certeza que a inveja, a par com o egoísmo, são os grandes pais de todos os males.

Beijinho doce

outubro 05, 2015

O MEDO É COBARDE






















Sonhos são sonhos.Uns bons, outros maus,outros horríveis.Todos trazem-nos mensagens.
Era uma noite de verão estava num quarto,a dormir numa cama encostada à parede.O cenário mantinha-se e de repente um medo inexplicável apodera-se de mim pois senti-me assaltada no meu sossego.Algo deambulava lá fora...algo horrível que não consigo explicar.A casa estava rodeada de um jardim com grandes árvores.Lembro-me que havia canteiros, mas não sei que flores os ornamentavam.A certa altura senti socos que vinham debaixo da cama que faziam tremer o lado onde dormia.Acordei e reparei que esses impulsos eram cada vez maiores, ao ponto de dobrar a cama.Pedi socorro a quem estava ao meu lado, que por sinal não sei quem era.Mas nada... Levantei-me a tremer, quase pregada ao chão e suava imenso.Dirigi-me à janela para ver o que se passava e o medo pregava-me à parte lateral direita,como se fosse um quadro.Parei, respirei para me acalmar.Foi nesse instante que notei que a janela estava aberta e uma aragem refrescante sacudia suavemente as cortinas brancas.Havia luar e o céu tinha uma tonalidade azulada brilhante.Depois de me aclamar conversei comigo:
-Mas se a janela estava aberta, porque razão o "algo" não entrava por ali?Porque me atormentava daquela forma tão assustadora?
E a aragem passou a brisa e a calma temperava o ambiente. 
-Cobarde!-gritei eu-cobarde infame!

Conclui que o "algo" era o medo e compreendo porque o sentia.
Foi um dos piores sonhos que tive e senti que o medo é, decididamente, cobarde!

Beijinho doce