Sonhar é viver e é amar...Vem ao meu encontro,para sonharmos e amarmos...Vem...Só...Dá-me a tua mão...RENOVEMOS E ACARICIEMOS A VIDA,POIS ELA SORRI-NOS
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setembro 17, 2016
EGOISMO
“ O Egoísmo Pessoal Tapa Todos os Horizontes
O mal e o remédio estão em nós. A mesma espécie humana que agora nos indigna, indignou-se antes e indignar-se-á amanhã. Agora vivemos um tempo em que o egoísmo pessoal tapa todos os horizontes. Perdeu-se o sentido da solidariedade, o sentido cívico, que não deve confundir-se nunca com a caridade. É um tempo escuro, mas chegará, certamente, outra geração mais autêntica. Talvez o homem não tenha remédio, não tenhamos progredido muito em bondade em milhares e milhares de anos sobre a Terra. Talvez estejamos a percorrer um longo e interminável caminho que nos leva ao ser humano. Talvez, não sei onde nem quando, cheguemos a ser aquilo que temos de ser. Quando metade do mundo morre de fome e a outra metade não faz nada... alguma coisa não funciona. Talvez um dia!”
José Saramago, in 'La Verdade (1994)'-Citador
Talvez…
Beijinho doce
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setembro 12, 2016
O QUE FAÇO AQUI?
Aqui está! Não é um post saudável. O peito esburacado,triste, pergunto: o que faço aqui?
Sim o que faço aqui?
Não vale a pena dizer mais nada, porque vai sair coisa feia. Mais vale ficar no silêncio...
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agosto 02, 2016
O PREÇO DA INDEPENDÊNCIA
"Ser
independente é uma questão que diz respeito a uma muito restrita minoria: - é
um privilégio dos fortes. Quem a tanto se abalançar, mas sem ter necessidade,
ainda que tenha todo o direito a isso, prova desse modo que provavelmente não
só é forte, mas também audacioso até à temeridade. Mete-se num labirinto,
multiplica ao infinito os perigos inerentes à própria vida; e o menor desses
perigos não está em que ninguém veja como e onde se perde, despedaçado na
solidão por qualquer subterrâneo Minotauro da consciência. Supondo que um tal
homem pereça, o facto estará tão distante do entendimento dos homens que estes
não o sentem, nem o compreendem: - e ele já não pode regressar! Não pode sequer
regressar à compaixão dos homens!"
Friedrich
Nietzsche, in "Para Além de Bem e Mal"
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julho 18, 2016
NÃO TENHO ...
Não Tenho Rancores nem Ódios
“Pertenço a uma geração que ainda
está por vir, cuja alma não conhece já, realmente, a sinceridade e os
sentimentos sociais. Por isso não compreendo como é que uma criatura fica
desqualificada, nem como é que ela o sente. É oca de sentido, para mim, toda essa
(...) das conveniências sociais. Não sinto o que é honra, vergonha, dignidade.
São para mim, como para os do meu alto nível nervoso, palavras de uma língua
estrangeira, como um som anónimo apenas.
Ao dizerem que me desqualificaram,
eu não percebo senão que se fala de mim, mas o sentido da frase escapa-me.
Assisto ao que me acontece, de longe, desprendidamente, sorrindo ligeiramente
das coisas que acontecem na vida. Hoje, ainda ninguém sente isto; mas um dia
virá quem o possa perceber. Procurei sempre ser espectador da
vida (…)
(…)Eu não tenho rancores nem ódios.
Esses sentimentos pertencem àqueles que têm uma opinião, ou uma profissão ou um
objectivo na vida. Eu não tenho nada dessas coisas.(…)Mas eu não tenho
princípios. Hoje defendo uma coisa, amanhã outra. Mas não creio no que defendo
hoje, nem amanhã terei fé no que defenderei. Brincar com as ideias e com os
sentimentos pareceu-me sempre o destino supremamente belo. Tento realizá-lo
quanto posso.
Nunca me tinha sentido
desqualificado. Como lhe agradecer ter-me ministrado esse prazer! Ele é uma
volúpia suave, como que longínqua.
Não nos entendem, bem sei...
...Assim como criador de anarquias
me pareceu sempre o papel digno de um intelectual (dado que a inteligência
desintegra e a análise estiola).”
Fernando Pessoa, 'Páginas Íntimas e
de Auto-Interpretação' ( in Citador)
Dedico estas sábias palavras à
minha filhota mais velha… Pois é meu Anjo! A vida é feita do politicamente e socialmente correto, por isso desqualificam-te e não se põe na tua pele, para
entender o te move. Mas há um tempo para tudo…Conta sempre comigo, pois prefiro
ensinar-te através das minhas ações, atitudes e as palavras nunca são demais
para uma jovem que está em crescimento.Sei que me tens apreço por isso mesmo.Vejo
os teus defeitos e digo-os, mas vejo também as virtudes.Algumas delas estão
dentro de ti, bem enroladinhas numa semente e quando chegar a hora ela vai
germinar…
Bejinho com muito Amor
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abril 21, 2016
PREOCUPAÇÃO
O post é longo,mas vale
a pena ler…
“É muito importante que
todos os pais, e mesmo quem ainda não tem filhos, leiam isto! Pois é algo
preocupante que está a acontecer com as “nossas” crianças, e que nem nos
apercebemos.Hoje partilhamos um texto muito interessante sobre ansiedade
infantil, com uma entrevista com o Dr. Augusto Cury sobre os desafios de se
criar os filhos hoje e como a família e a escola têm educado os pequenos.Dr.
Augusto Cury tem livros publicados em mais de 70 países. O psiquiatra é autor
do best-seller Ansiedade – Como Enfrentar o Mal do Século e atingiu a marca de
10 livros nas listas de mais vendidos, liderando as listas de ficção e não
ficção ao mesmo tempo.
(…)
1- Excesso de estímulos
“Estamos a assistir ao
assassinato coletivo da infância das crianças e da juventude dos adolescentes
no mundo todo. Nós alteramos o ritmo de construção dos pensamentos por meio do
excesso de estímulos, sejam os presentes a todo momento, seja acesso ilimitado
a smartphones, redes sociais, jogos ou excesso de TV. Eles estão a perder as
habilidades sócio emocionais mais importantes: colocarem-se no lugar do outro,
pensar antes de agir, expor e não impor as ideias, aprender a arte de
agradecer. É preciso ensiná-los a proteger a emoção para que fiquem livres de
transtornos psíquicos. Eles necessitam gerenciar os pensamentos para prevenir a
ansiedade. Ter consciência crítica e desenvolver a concentração. Aprender a não
agir pela reação, no esquema ‘bateu, levou’, e a desenvolver altruísmo e
generosidade.”
2- Geração triste
“Nunca tivemos uma
geração tão triste, tão depressiva. Precisamos ensinar às nossas crianças a
fazerem pausas e contemplar o belo. Essa geração precisa de muito para sentir
prazer: viciamos nossos filhos e alunos a receber muitos estímulos para sentir
migalhas de prazer. O resultado: são intolerantes e superficiais. O índice de
suicídio tem aumentado. A família precisa de se lembrar que o consumo não faz
ninguém feliz. Suplico aos pais: os adolescentes precisam ser estimulados a
aventurarem-se, a ter contato com a natureza, encantarem-se com astronomia, com
os estímulos lentos, estáveis e profundos da natureza que não são rápidos como
as redes sociais.”
3- Dor compartilhada
“É fundamental que as
crianças aprendam a elaborar as experiências. Por exemplo, diante de uma perda
ou dificuldade, é necessário que tenham uma assimilação profunda do que houve e
aprender com aquilo. Como ajudá-las nesse processo? Os pais precisam falar das
suas lágrimas, suas dificuldades, seus fracassos. Em vez disso, pai e mãe
deixam os filhos no tablet, no smartphone, e os colocam em escolas de tempo
integral. Pais que só dão produtos para os seus filhos, mas são incapazes de
transmitir a sua história, transformam seres humanos em consumidores. É preciso
sentar e conversar: ‘Filho, eu também fracassei, também passei por dores,
também fui rejeitado. Houve momentos em que chorei’. Quando os pais cruzam o
seu mundo com o dos filhos, formam-se arquivos saudáveis poderosos na sua mente,
que eu chamo de janelas light: memórias capazes de levar crianças e
adolescentes a trabalhar dores perdas e frustrações.”
4- Intimidade
“Pais que não cruzam o
seu mundo com o dos filhos e só atuam como manuais de regras, estão aptos a
lidar com máquinas. É preciso criar uma intimidade real com os pequenos, uma
empatia verdadeira. A família não pode só criticar comportamentos, apontar
falhas. A emoção deve ser transmitida na relação. Os pais devem ser os melhores
brinquedos dos seus filhos. A nutrição emocional é importante mesmo que não se
tenha tempo, o tempo precisa ser qualitativo. Quinze minutos na semana podem
valer por um ano. Pais têm que ser mestres da vida dos filhos. As escolas
também precisam mudar. São muito cartesianas, ensinam raciocínio e pensamento
lógico, mas se esquecem das habilidades sócio emocionais.”
5- Mais brincadeira,
menos informação
“Criança tem que ter
infância. Precisa brincar, e não ficar com uma agenda pré-estabelecida o tempo
todo, com aulas variadas. É importante que criem brincadeiras, desenvolvendo a
criatividade. Hoje, uma criança de sete anos tem mais informação do que um
imperador romano. São informações desacompanhadas de conhecimento. Os pais
podem e devem impor limites ao tempo que os filhos passam à frente das telas.
Sugiro duas horas por dia. Se não colocares limite, eles vão desenvolver uma
emoção viciante, precisando de cada vez mais para sentir cada vez menos: vão
deixar de refletir, se interiorizar, brincar e contemplar o belo.”
6- Parabéns!
“Em vez de apontar
falhas, os pais devem promover os acertos. Todos os dias, filhos e alunos têm
pequenos acertos e atitudes inteligentes. Pais que só criticam e educadores que
só constrangem provocam timidez, insegurança, dificuldade em empreender. Os
educadores precisam ser carismáticos, promover os seus educandos. Assim, o
filho e o aluno vão ter o prazer de receber o elogio. Isso não tem ocorrido. O
ser humano tem apontado comportamentos errados e não tem promovido
características saudáveis.”
7- Conselho final para
os pais
“Vejo pais que reclamam
de tudo e de todos, não sabem ouvir, não sabem trabalhar as perdas. São
adultos, mas com idade emocional não desenvolvida. Para atuar como verdadeiros
mestres, pai e mãe precisam estar equilibrados emocionalmente. Devem desligar o
telemóvel ao fim de semana e ser pais. Muitos são viciados em smartphones, não
conseguem desconectar. Como vão ensinar os seus filhos e fazer pausas e
contemplar a vida? Se os adultos têm o que eu chamo, a síndrome do pensamento
acelerado, que é viver sem conseguir aquietar a mente, como vão ajudar os seus
filhos a diminuírem a ansiedade?”
Fonte:
soparamulheres.pt
Enfim! Estou mesmo
preocupada, pois vejo atitudes, posturas e comportamentos a cristalizarem-se
cada vez mais.
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