O MEU PLEXO SOLAR

O MEU PLEXO SOLAR
O meu plexo solar

março 26, 2010

QUE OS CÂNTICOS DA TERRA...

..." As orações dos homens
Subam eternamente aos teus ouvidos
Eternamente aos teus ouvidos soem
Os Cânticos da Terra "...

Machado Assis ,in Crisálidas

Para ti ,Joana, um beijinho eterno...

março 20, 2010

SONHEI ....

Esta noite sonhei com Portugal....em tempos possuidor de um grande Império,na época dos Descobrimentos e, sentada numa rocha à beira mar ,verti lágrimas de tristeza que limpavam o pranto de milhares, que buscam as suas Origens perdidas da sua Alma Ancestral. Mas um sussuro feito voz, segredou-me que é aqui que habita o conhecimento Templário dos Antigos Mistérios e do Santo Graal...a Espiritualidade Portuguesa ,já versejada por Fernando Pessoa na sua Mensagem...o V Império, como um Reino Espiritual.
A uns metros da rocha aprecebi-me de um pequeno vulto, sentado na areia e que brilhava sem tormento algum. Aproximando-me suavemente, verifiquei que era uma criança, que alisava a areia da praia com as suas airosas mãos e a voz tornou-me a dizer:
-Acaso vês essa criança?
-Vejo o seu contorno e reparo que tem um toque macio e um semblante de serenidade
rosada -respondi -mas quem poderá ser, aqui perdida neste local?
-O que vês -atalhou a voz ao de leve -é o "Menino Jesus das Nações", portador da Luz do Oriente,que iluminará os errantes que vislumbraste na tua Visão e que diambulam neste país de face voltada para o mar...esta Lusitânia que observa amorfamente, o horizonte em busca do "Selo Solar"...
Peguei na criança, afaguei-a junto ao meu peito e senti o enlace do brilho dos nossos olhos, qual mãe saudosa do seu filho perdido!
Acordei muito de repente, procurando pela criança, tão real tinha sido a sua presença e o aroma dos seus cabelos e ainda consegui vislumbrar uma réstia de Luz docemente salgada, que me salpicava o rosto com um largo sorriso. Baixei os olhos e junto ao meu peito uma pequenina mecha de cabelo ,enfeitava o meu peito...
E lembrei-me de um poema de Augusto Ferreira Gomes, que um antigo professor meu, que já partiu, me falava muitas vezes:

" Ao nocturno passado-fé crescente-
Erguendo olhos em sombras abismados
E fechando-os de novo marejados
Pelo sinal da névoa ainda ausente
Todos sabem que a Alma, em vão dormente
Cisma em horizontes dilatados
E vivem a verdade de esperados domínios
E assim,abstratamente
Se constrói um Império ao pé do Mar
-sentido Universal de um Altar-
Fundindo-se no Céu imenso e aberto...
...Esperai...que se desfaça para sempre a cerração.
Que envolve há tanto tempo o Encoberto...
...Será a hora estranha da verdade...
...Surgirá então a Outra Idade
Acabará este viver incerto
Quando der o sinal o Encoberto!

Imagem retirada de http://www.novaera-alvorecer.net/lima_de_freitas.htm
Música-" Amor a Portugal"-Dulce Pontes