O MEU PLEXO SOLAR

O MEU PLEXO SOLAR
O meu plexo solar

março 20, 2010

SONHEI ....

Esta noite sonhei com Portugal....em tempos possuidor de um grande Império,na época dos Descobrimentos e, sentada numa rocha à beira mar ,verti lágrimas de tristeza que limpavam o pranto de milhares, que buscam as suas Origens perdidas da sua Alma Ancestral. Mas um sussuro feito voz, segredou-me que é aqui que habita o conhecimento Templário dos Antigos Mistérios e do Santo Graal...a Espiritualidade Portuguesa ,já versejada por Fernando Pessoa na sua Mensagem...o V Império, como um Reino Espiritual.
A uns metros da rocha aprecebi-me de um pequeno vulto, sentado na areia e que brilhava sem tormento algum. Aproximando-me suavemente, verifiquei que era uma criança, que alisava a areia da praia com as suas airosas mãos e a voz tornou-me a dizer:
-Acaso vês essa criança?
-Vejo o seu contorno e reparo que tem um toque macio e um semblante de serenidade
rosada -respondi -mas quem poderá ser, aqui perdida neste local?
-O que vês -atalhou a voz ao de leve -é o "Menino Jesus das Nações", portador da Luz do Oriente,que iluminará os errantes que vislumbraste na tua Visão e que diambulam neste país de face voltada para o mar...esta Lusitânia que observa amorfamente, o horizonte em busca do "Selo Solar"...
Peguei na criança, afaguei-a junto ao meu peito e senti o enlace do brilho dos nossos olhos, qual mãe saudosa do seu filho perdido!
Acordei muito de repente, procurando pela criança, tão real tinha sido a sua presença e o aroma dos seus cabelos e ainda consegui vislumbrar uma réstia de Luz docemente salgada, que me salpicava o rosto com um largo sorriso. Baixei os olhos e junto ao meu peito uma pequenina mecha de cabelo ,enfeitava o meu peito...
E lembrei-me de um poema de Augusto Ferreira Gomes, que um antigo professor meu, que já partiu, me falava muitas vezes:

" Ao nocturno passado-fé crescente-
Erguendo olhos em sombras abismados
E fechando-os de novo marejados
Pelo sinal da névoa ainda ausente
Todos sabem que a Alma, em vão dormente
Cisma em horizontes dilatados
E vivem a verdade de esperados domínios
E assim,abstratamente
Se constrói um Império ao pé do Mar
-sentido Universal de um Altar-
Fundindo-se no Céu imenso e aberto...
...Esperai...que se desfaça para sempre a cerração.
Que envolve há tanto tempo o Encoberto...
...Será a hora estranha da verdade...
...Surgirá então a Outra Idade
Acabará este viver incerto
Quando der o sinal o Encoberto!

Imagem retirada de http://www.novaera-alvorecer.net/lima_de_freitas.htm
Música-" Amor a Portugal"-Dulce Pontes